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Funding

 

Projecto nº: 007274

Referência do Projecto: UID/BIM/4293 (POCI-01-0145-FEDER-007274)

Título:   Instituto de Investigação e Inovação em Saúde

                                           

Montante envolvidos:

Investimento total: 24.782.012,00€

Universidade do Porto - 154.428,00€

Apoio FEDER:      131.263,80€                       

Apoio OE:              23.164,20€                          

IBMC-Instituto de Biologia Molecular e Celular - 12.423.600,00€

Apoio FEDER:      10.560.060,00€                                  

Apoio OE:              1.863.540,00€                   

INEB -  Instituto Nacional de Engenharia Biomédica - 5.267.484,00€

Apoio FEDER:      4.477.361,40€                   

Apoio OE:              790.122,60€                       

Ipatimup – Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto - 6.936.500,00€

Apoio FEDER:      5.896.025,00€                   

Apoio OE:            1.040.475,00€                   

 

Localização do projecto: Porto, Portugal

Sintese do projecto:

O Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) visa dar resposta a problemas de saúde importantes,

nomeadamente o cancro, as doenças neurodegenerativas e infecciosas e a regeneração de tecidos, reunindo, para tal, investigadores com reconhecimento internacional em investigação básica, de translação e clínica. Os grandes desafios que se colocam nestas áreas, e que serão abordados por equipas multidisciplinares agrupadas em três grandes Programas Integrados, são: (i) o controlo do crescimento anormal dos tecidos no cancro; (ii) a modulação da resposta do hospedeiro no contexto de infecção, inflamação e reparação/regeneração de tecidos; (iii) a promoção do crescimento e da regeneração nervosa após lesão ou neurodegeneração.

Para atingir estes objectivos, o i3S reúne três instituições (Instituto de Biologia Molecular e Celular - IBMC; Instituto de Engenharia Biomédica - INEB; e Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto - IPATIMUP), e outros grupos de investigação da Universidade do Porto.

O Programa Integrado em Cancro envolverá grupos de investigação que trabalham em divisão celular, ciclo celular, oncobiologia, patologia, biologia molecular e celular, genética do cancro e genética populacional e metabolismo, em articulação estreita com grupos de investigação em bioengenharia. Este Programa tem como objectivo identificar fatores de risco que levam à transformação de células e tecidos, bem como os mecanismos celulares e moleculares implicados no desenvolvimento e progressão do cancro. O Programa desenvolverá, ainda, sistemas baseados em nanopartículas funcionalizadas com sondas moleculares, capazes de visar especificamente células tumorais invasivas, com o objectivo de promover um diagnóstico precoce.

O Programa Integrado em Resposta e Interação do Hospedeiro abrange grupos de investigação que trabalham em infecção, imunidade, genética e medicina regenerativa. Este Programa tem como objetivo decifrar e modular a interação que ocorre entre o sistema imune do hospedeiro e entidades externas, nomeadamente agentes patogénicos e materiais implantados. Serão desenvolvidos sistemas inovadores de prevenção, diagnóstico e terapêutica, baseados em libertação controlada de fármacos, para combater infeções, bem como terapias regenerativas baseadas em células e biomateriais.

O Programa Integrado em Neurobiologia e Doenças Neurológicas envolverá grupos de investigação que desenvolvem a sua atividade em neurociências, genética, estrutura de proteínas e medicina regenerativa. O Programa focar-se-á na compreensão da biologia dos neurónios e células da glia, nas causas e nos mecanismos da disfunção e degeneração neuronal, explorando ainda o uso de biomateriais na regeneração nervosa e no desenvolvimento de estratégias terapêuticas para aliviar ou retardar o início de doenças neurológicas.

O I3S continuará também a implementar uma política de valorização económica da investigação e dos serviços para a comunidade, envolvendo o público em geral e organizações de pacientes, além de desempenhar um papel central na promoção da cultura científica, em parceria com escolas e a sociedade.

 


 

 

Designação do projeto: Structured Program on Bioengineered Therapies for Infectious Diseases and Tissue Regeneration

Código do projeto: NORTE-01-0145-FEDER-000012

Objetivo principal: Reforçar a investigação, o desenvolvimento tecnológico e a inovação

Região de intervenção: Norte

Entidade beneficiária: INEB – Instituto Nacional de Engenharia Biomédica

Data de aprovação: 08-04-2016

Data de início: 01-05-2016

Data de conclusão: 30-04-2019

Custo total elegível: 1,955,000 EUR

Apoio financeiro da União Europeia: 1,661,750 EUR

Apoio financeiro público nacional/regional: 293,250 EUR

Objetivos, atividades e resultados esperados/atingidos:

The current Program aims to understand and decipher the complex crosstalk that takes place between the host immune system and foreign entities, namely pathogens and bioengineered materials, with the final goal of proposing new combinatorial therapeutic strategies to fight disease and improve patients quality of life. By combining knowledge and expertise in different fields and encompassing research in several related and complementary areas, it represents a unique opportunity to tackle complex problems on infection, immunity and tissue repair.

 


 

 

Designação do projeto: “Porto Neurosciences and Neurologic Disease Research Initiative at i3S”- Iniciativa em Neurociências e Doenças Neurológicas do Porto no i3S

Código do projeto: NORTE-01-0145-FEDER-000008

Objetivo principal: Reforçar a investigação, o desenvolvimento tecnológico e a inovação

Região de intervenção: Norte

Entidade beneficiária: INEB – Instituto Nacional de Engenharia Biomédica

Data de aprovação: 23-03-2016

Data de início: 01-05-2016

Data de conclusão: 30-04-2019

Custo total elegível: 208.441,00 EUR

Apoio financeiro da União Europeia: 177.174,85 EUR

Apoio financeiro público nacional/regional: 31.266,15 EUR

Objetivos, atividades e resultados esperados/atingidos:

A iniciativa em Pesquisa em Neurociências e Doenças Neurológicas do Porto no i3S (PortoNeuroDRIve@i3S) proposta pelo IBMC em co-promoção com o INEB e o IPATIMUP, tem como principal objectivo a realização e promoção de pesquisa fundamental, aplicada e clínica na área das Neurociências no i3S. Esta iniciativa envolve 22 grupos de pesquisa divididos por 4 linhas de pesquisa com objectivos científicos independentes mas complementares, e que em conjunto formam um programa interdisciplinar, coerente e em sintonia com o nosso objectivo de contribuir para dotar o i3S com massa crítica, conhecimento avançado, tecnologia sofisticada e notoriedade internacional para a produção de ciência e inovação de grande nível, particularmente na área das Neurociências. O PortoNeuroDRIve@i3S tem também como objectivos treinar, recrutar e manter neurocientistas de grande talento e motivação; de consolidar ou estabelecer novas parcerias com empresas, institutos de investigação, universidades e entidades públicas.

 

  

Projecto nº: 016629

Referência do Projecto: PTDC/BBB-ECT/2145/2014 (POCI-01-0145-FEDER-016629)

Título: Engenharia de tecidos da pele in situ

 

Montante envolvidos:

INEB -  Instituto Nacional de Engenharia Biomédica       198.168,00€

Apoio FEDER:    168.442,80€               

Apoio OE:         29.725,20€                 

 

Localização do projecto: Norte, Portugal

Sintese do projecto:

A Engenharia de Tecidos (ET) consiste na persuasão do corpo a regenerar a si próprio, através da entrega de sinais moleculares, células e biomateriais. Apesar do seu enorme potencial, permanecem ainda diversos problemas até atingir um impacto clínico significativo, nomeadamente falta de biomateriais e birreatores adequados, compreensão limitada da interação entre diferentes tipos celulares e necessidade de vascularização.

A estratégia presente pretende abordar algumas destas questões, focando na regeneração da pele, e mais especificamente no tratamento de queimaduras. Em vez de usar biorreatores para o crescimento e maturação do tecido ex vivo antes da implantação, pretende-se aqui fabricá-lo in vivo, diretamente no paciente, utilizando o novo conceito de ET in situ, recorrendo a um dispositivo inovador de biofabricação in situ. Serão desenvolvidos hidrogéis multifuncionais avançados, capazes de encapsular diferentes tipos de células e de mantê-las viáveis e funcionais. A fim de induzir a regeneração e vascularização da pele formada, serão utilizados diferentes tipos de células, incluindo células estaminais i.

A regeneração da pele é um marco da ET, com vários produtos já no mercado. No entanto, eles ainda apresentam as desvantagens descritas anteriormente, e ainda problemas mais específicos, nomeadamente vascularização inadequada da pele recém-formada, adesão inadequada ao leito da ferida, elasticidade ineficiente, e falta de várias estruturas naturais, como pêlos e glândulas. Além disso, eles são caros, requerem experiência cirúrgica avançada, são limitados em tamanho e a sua aplicação é morosa, tornando-os desapropriados para casos graves. A estratégia presente baseia-se em abordagens tecnológicas e científicas inovadoras para resolver esses problemas, proporcionando um método rápido e eficiente para digitalizar a quantidade de enxerto necessário, de modo a imprimir uma composição de hidrogel-células capaz de: i) cobrir imediatamente a ferida, evitando contaminação, ii) proporcionar humidade adequada, evitando desidratação, e iii) induzir regeneração da pele devido à sua composição funcional e combinação celular. O hidrogel será ainda depositado em duas camadas separadas, a fim de imitar melhor a anatomia da pele, i.e., uma primeira camada com fibroblastos (células dérmicas) e uma segunda camada com queratinócitos (células epidérmicas).

A principal inovação aqui proposta baseia-se no conceito de biofabricação in situ, i.e., a utilização de bioimpressão diretamente no paciente, que foi tentada apenas por alguns grupos de investigação, e apena uma vez para regeneração da pele. A técnica de biofabricação em si apresenta vários aspectos inovadores, nomeadamente desempenho de forma sequencial e integrada, digitalização da área lesada seguida de reconstrução 3D do defeito, e impressão in situ automatizada do substituto de pele. O sistema também irá operar em modo controlado por computador ou livre, conferindo grande flexibilidade. No primeiro, uma cabeça de impressão multi-material e integrando um scanner 3D é montada sobre uma plataforma estrutural com deslocamento XYZ, para realizar a digitalização e reconstrução 3D. Em qualquer dos modos, a cabeça de impressão irá consistir em duas seringas descartáveis e estéreis de grau médico, num ambiente com temperatura controlada. Software específico será projetado para ser executado num dispositivo portátil (tablet).

A utilização clínica eficaz de terapias celulares depende de materiais avançados capazes de proporcionar o microambiente necessário para a sobrevivência, migração e diferenciação celular. Esta equipa desenvolveu materiais injetáveis para o encapsulamento e libertação de células usando alginato e pectina funcionalizados com o péptido adesivo RGD e ainda com o péptido PVGLIG, que promove a migração de células através do hidrogel. Esta equipa também tem investigado estratégias para induzir vascularização usando células endoteliais e fibroblastos, que serão aqui reproduzidas para regenerar pele vascularizada.

Em resumo, a presente abordagem tem como objectivo desenvolver uma nova estratégia para a regeneração de pele diretamente no paciente, através do desenvolvimento de um dispositivo inovador de biofabricação in situ capaz de imprimir um hidrogel celularizado. Esta proposta é altamente multidisciplinar e pretende desenvolver um produto de combinação clínico que é inédito. A equipa reúne especialistas internacionais de renome nos vários campos da proposta, nomeadamente a equipa do INEB em biomateriais e ET, a equipe da Universidade de Manchester, em biofabricação e biomateriais, complementadas com duas equipas clínicas, nomeadamente cirurgiões plásticos da Unidade de Queimados do Hospital da Prelada, e a equipa da Universidade de Manchester, com vasta experiência em biologia da pele e cicatrização, que serão envolvidas no desenvolvimento desta tecnologia desde o início e que irão realizar estudos pré-clínicos.